TRADUÇÃO & VERSÃO
· francês









Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?

Ferreira Gullar, Traduzir-se


Nascida no Brasil de pais franceses, traduzir está em mim desde que me tenho por gente. De casa para a rua e da rua para casa, cresci convertendo palavras, gestos, atitudes, modos de se expressar e de se relacionar no mundo, vivenciando a alteridade antes de saber que a palavra existia, desde cedo me deparando com o fascínio e a aflição do intraduzível.

Cresci com o sentimento, que persiste, de ser, mais que bilíngue, duplamente “semilíngue” — de só parcialmente dominar essas duas línguas que me habitam, entrelaçadas, uma sempre trazendo à luz insuspeitadas lacunas e recursos da outra.

Adulta, me fiz tradutora. Pela língua escrita e literária é que este ofício, que tão naturalmente escolhi (ou me escolheu), me permite trilhar o caminho que une o semelhante ao distinto, o local ao universal. Por ele é que me ensaio, concreta e cotidianamente, nessa humana sina de todos nós — ir em busca do outro para encontrar a si mesmo.

Profissional autônoma, traduzo sobretudo textos literários, e essencialmente do francês (eventualmente do inglês). Para o francês também verto regularmente, além de catálogos de exposições e roteiros cinematográficos, artigos, ensaios, teses de pesquisadores de diversas universidades
(USP, UFRGS, PUC, UFSC, UNICAMP...).

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| Dorothée de Bruchard |


Fernando Pessoa · Minha pátria é a língua portuguesa


Oui, j’ai une patrie: la langue française · Albert Camus

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